Viver Não é Preciso.

Passamos alguns dias pensando em como descrever aqui neste blog as nossas expectativas sobre o estilo de vida dos velejadores de cruzeiro que tanto almejamos. João Sombra, em seu livro Conversando com o Guardian, já o fez:
"É o desbravar de novos conhecimentos, de uma nova vida, na qual não há espaço para as mediocridades advindas do viver nos tumultuados centros urbanos.
É o viver na expressão mais ampla da palavra, saciando nossa fome de conhecimento e cultura.
É viver sem medo, traumas e tensões provocadas pela mente humana. Viver como aliados da natureza e suas incriveis nuanças."
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quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Aventuras engraxadas!

Dêem-me uma alavanca e um ponto de apoio que moverei o Mundo.
Cara de "Será que devo"?
Acho que a atualização desta frase ficaria assim: Dêem-me um bom acesso ao google que poderei aprender e conhecer sobre tudo e sobre o Mundo. É possível encontrar todos os assuntos na net.
Muita gente faz por conta própria a maioria das manutenções ou instalações em seu próprio veleiro, seja pelo prazer, pela falta de mão de obra, que as vezes nem é tão qualificada ou devido aos preços serem geralmente puxados. Eu faço por todas estas razões e, principalmente, pelo Refrega ser um barco simples.
Sempre fui de fuçar nas coisas. Quando era garoto, tive mobylete. uma tremenda escola sobre os princípios do funcionamento de um motor. Fusca foi meu primeiro carro e ainda por cima meu cunhado era mecânico e eu o ajudava sempre que possível. Não que esses fatos me qualificaram como um "faz tudo" ou me tornaram mecânico. Mas que dá uma bela base e noção de como funcionam as coisas, isso dá. E tem outra dica importante, que aprendi com o Ricardo Amatucci durante sua palestra de manutenção no Mercury 3.3: se der alguma "cáca", ai sim chama um profissional, pois vc ia ter de pagar pra arrumar, então arrisque primeiro vc mesmo, se não souber, ai sim paga pra ele terminar!.
A lista de itens que fiz, foi a seguinte:
1 - troca de óleo do motor;
2 - troca dos filtros de óleo e de diesel;
3 - troca do fluído/água do radiador;
4 - troca do rotor da bomba de água salgada;
5 - regulagem da tensão da correia do alternador;
6 - troca dos retentores e regulagem das válvulas.

Este último foi o ponto alto. O Refrega tava queimando óleo "e vi por ai" que antes de propor a troca dos anéis, ou até mesmo uma retífica mais ampla, a troca dos retentores das válvulas poderiam minimizar a fumaça azul. Vamos nessa então. Na net consegui o manual original do proprietário, além da visão explodida de todas as partes do motor, e resolvi que ia me aventurar nesta operação também. Vi que era possível fazer esta troca sem desmontar o cabeçote, bastava tirar a tampa das válvulas, girar o motor com a ajuda de uma chave em uma das polias e ajustar o ponto para liberar as molas, soltar os balancins, tirar a trava das válvulas que as prendem nas molas, substituir os retentores. Um passeio no parque!. Foi bem tenso, confesso. Pois tem de soltar as guias das válvulas, as molas e outras partes mais. Passei um susto numa destas operações. Uma das válvulas desceu pelo cabeçote pra dentro do cilindro!!! Caraca ... agora teria de desmontar o cabeçote? FILHADAP!!! ... Respira ...  Opa, olha a sorte ai! Como a válvula funciona a 90º, em relação ao cilindro, ela caiu e ficou em pé no pistão. Quando eu girei o motor, na tentativa de fazê-la subir novamente, ela bateu no cabeçote!!!! Ai ai ai..... Mas tinha uma chance, olhando pelo orifício da válvula, dava pra vê-la "em pézinha"! Então a Glau enfiou uma chave de fenda bem fina para guiá-la e eu girei novamente o motor e ...Oiiii !!!! Ela subiu... Desta em diante, passamos a fazer a quatro mão para evitar que isso se repetisse e déssemos o azar de outra cair sobre o pistão. Daí pro fim deu tudo certo.
Depois de tudo trocado e montado, foi só regular as válvulas (0,30mm de folga). Outra coisa que aprendi foi "sangrar" para tirar o ar do circuito do diesel, proveniente da troca do filtro e ainda tive de desmontar as mangueiras que vão para o bico injetor. Pois é, elas passam por cima da tampa do cabeçote. Vamos dar a partida? Num é que pegou !...rsrs. Deu até pra perceber que estava melhor que antes. Mais redondo quando subia de giros. A fumaça melhorou muito. Depois que esquenta, ela praticamente desaparece.
Mãos de mecânico?
Mas , agora com o motor frio, e mais ainda naqueles dias friosos, com direito a garôa, que passamos nos dias atrás, sai uma fumaça branca. Em dias normais (quentes) ela não aparece. De acordo com informações do manual, isso pode ser: combustível adulterado, temperatura do motor muito baixa ou filtro de ar obstruído. E agora? Além de todas as coisas que mexi, ainda coloquei 100 litros de diesel Verana na Imperial. Devia ter uns 50 litros no meu tanque. Eu sempre uso o aditivo TECCON.
Será que a regulagem de válvulas e a troca do fluído e da água do radiador tão fazendo o motor esquentar menos? Meu motor sempre funcionou a 60º. Será que o diesel tava meia boca?
De dezembro em diante vamos rodar bastante. Vamos ver como fica.

Semana que vem tem mais manuntenção. Geladeira nova, caçar uns pontos de ferrugem aqui e ali e outras coisinhas a mais pra ficar "Tranks" para as férias.

Vamo que Vamo.

Bons Ventos  (e calor)!!!

sábado, 25 de fevereiro de 2012

Se já temos água doce pro banho, depois vamos querer ela quente!

A Vida Começa Aos 40. Esta expressão é utilizada pra dizer que para estar a bordo com conforto, pernoitar, viajar, só mesmo com barcos acima de 40 pés.
Pode até ser verdade. Mas se formos esperar pra ter um veleiro de 40 ou mais pés para  passar finais de semana ou temporadas de férias a bordo, precisaríamos ter uma boa reserva de $$$, pois as "casinhas" nesta faixa de tamanho geralmente passam fácil do 300 mil. A grande maioria de velejadores tem mesmo é os Veleirões na faixa dos 30 ou 36 pés. Pra morar e cair no Mundo, sem dúvida tem de ser daí pra cima.(mas não é condição einh !!!)
Veja isso então: temos um novo amigo, que encontramos também nas férias mas não o citei no Post sobre os encontros, pois achamos que ele merecia um destaque. Nos conhecemos na despedida do Veleiro Andante no ano passado, em Paraty.


- Estávamos tomando refrigerante .... rs... no restaurante Coqueiro Verde ( Saco do Céu - Ilha Grande), quando de longe vimos um pequeno barco, que nos parecia à deriva, se aproximar do Refrega. O Comandante foi até a proa de seu barco e seguro-se  no guarda-mancebo do Refrega, parecendo querer evitar uma colisão. Depois ele se afastou e jogou o ferro (âncora) um pouco mais adiante. Quando voltamos à bordo, vem o Comandante daquele Veleiro.  Era  Maurício, do Veleiro Beagle. Pois é, o Beagle é um veleiro de 19 pés que o Mauricio e Midori trouxeram numa carreta de Bauru, interior de São Paulo, até Paraty. Eles, e mais outros 2 veleiros do mesmo tipo e tamanho, formaram um pequena flotilha para explorar a Ilha Grande, não deixando de lado nem a parte de fora da Ilha (Dois Rios - Parnaioca - Aventureiro - e tudo mais).



Outro detalhe é que Maurício é muito habilidoso ao ponto de instalar pia, ventiladores, controle remoto no piloto automático e muitas outras facilidades e itens de conforto em seu pequeno barco.
Por isso, se está pensando em mudar de barco, ou comprar um que atenda a todas as suas necessidades, pra só depois se aventurar pelas imediações, Faissunão!!! Aproveite o que o mar tem de melhor: lá o importante são as pessoas, o aprendizado, a superação e a descoberta do que realmente precisamos pra aproveitar a vida. Verá que a maioria das coisas estão na categoria do supérfluo.


Mas também estamos de olho num barco maior pra ampliar, principalmente, nossos horizontes!!!..hehehe...

Bjus e Bons Ventos.

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

É preciso olhar, ajustar, trocar, consertar e até desconfiar SEMPRE!!!

Um veleiro acidentado é sempre uma coisa muito ruim de se ver. Demonstra e relativa FRAGILIDADE de nossas Casinhas.
Veleiro Kapiao - Paraty
 A foto em questão, pegamos no blog de nosso amigo Ricardo (Tangata Manu). Detalhes do acidente, sem vítimas fatais, você pode obter no site. Foi devido a um vazamento de gás.

Bom, por via das dúvias, acabei de comprar um registro novo. Achei estranho neste fim de semana quando fui fazer um café pela manhã. O fogo acendeu de maneira muito acentuada, depois voltando ao normal me dando a Impressão que a válvula do botijão não está liberando o gás na pressão adequada, fazendo com que o gás se comprima na mangueira do fogão. Ainda bem que o registro do meu fogão, que é novo, estava segurando bem a pressão.

É jogo duro né? A maioria das coisas que acontecem num veleiro, são decorrentes de coisas muito simples: um parafuso enferrujado, uma mangueira mal conectada, um fio desencapado, um registro de água velho, etc, mas que as vezes escapam do nosso constante estado de alerta nos diversos itens de manutenção a bordo e funcionam como uma bomba relógio, pronta pra dar problemas nos piores, ou melhores, momentos.

Paguei 29 reais no registro novo!!

Bjus, Bons Ventos e pensem nisso.

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Sensor sem noção!


Conforme descrevemos no post "Quem tem um não tem nenhum", devido ao susto causado por uma pequena inundação, e o fato da instalação anterior estar meia boca que gerou um curto, trocamos as bombas de porão por novas. (Em se tratando de água entrando no barco, pouco é sempre muito).

da WEB - Entrei de gaiato no Navio

No Refrega, tem um coletor lacrado onde fica a bomba e o "sapinho"do automático exclusivamente para coletar e expulsar a água que possa vir do Selo/Eixo. Quando fui comprar as novas, vimos que lançaram uma bomba automática, que dispensa o uso do "sapinho". Achei obvia e ótima a idéia, assim diminui os componentes e acaba ficando mais barato e mais prático a instalação. Mas tem um inconveniente, que a nosso ver, muito ruim deste modelo: a bomba liga a cada 2 min30 seg, permanece ligada por 3seg e desliga, caso não "detecte" a presença de água (?!?!)... é isso mesmo! Mesmo que não tenha água no barco, ela liga e desliga a cada dois minutos e meio. Pra que tem barco, sabe que a energia é um recurso valioso. Ter uma bomba que fica ligando a todo o momento (e não é força de expressão), não nos parece uma boa opção.


Cabe um "mea culpa": nós devíamos ter lido a "bula", pois lá estava descrito o funcionamento desta "novidade". Nem o vendedor sabia que era assim. Mais ai foi fácil, trocada na loja pelas bombas e respectivos "sapinhos" tradicionais.
Agora teremos certeza que, mesmo deixando a chave da bomba ligada, ela só ligará quando necessário (esperamos que nunca mais!!!!)


E pensar que tudo começou com a troca da gaxeta pelo selo mecânico ......


Bjus e Bons Ventos.

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Quem tem um, não tem nenhum ....

... e quem tem dois, tem um! Essa é a regra do Navegador.
E a Lei de Murphy é altamente aplicada no mundo Náutico. Parece, inclusive, que o tal Murphi tem a função de “chefe da manutenção” em quase todas as embarcações!!!...rsrs


da WEB - Acontece muito!

A história é a seguinte: saímos para passear no feriado e dormimos na Cotia. Pela manhã, demos a partida no motor para seguir até o Cedro. Reparei que, por alguma razão, a hélice não estava girando como de costume, mesmo em marcha lenta. Então resolvi dar um ligeiro avante (engatando a marcha). Ela girou lentamente. Pensei na hora que deveria ser assim mesmo, pois achei que o selo gerasse uma pouco mais de resistência que a gaxeta. Instantes depois, resolvi dar uma olhada no selo (através da tampa do motor). Para minha surpresa, estava entrando um bocado de água por ele. Até ai tudo bem, pois tínhamos uma bomba dentro de um compartimento específico para drenar qualquer aguinha que entrasse pela antiga gaxeta, e agora pelo selo.
Acreditem: havia um fio solto (do sapinho que liga e desliga a bomba automaticamente) que gerou a queima do fusível geral e as bombas!!! (duas).

Ver imagem em tamanho grandeAi sim .... tivemos de acelerar as ações: enquanto eu tirava as coisas de cima da cama de popa – para ter acesso ao selo – a Glaucia e a Cris ajudavam a “empilhar estas coisas” e deixar caminho livre pra tirar o piso do barco para que usássemos a bomba manual. É uma adrenalina só. No mesmo instante em que eu pensava no que fazer - não entre em pânico ,tire as laterais, não entre em pânico, verifique por onde entra a água, não entre em pânico, conserte ou arrume algo para vedar o vazamento, não entre em pânico, não esquece de respirar......, - eu imaginei até em levar o barco pra praia, caso a água não parasse.

......Colocamos o selo mecânico para substituir a gaxeta ( e ter a prometida tranqüilidade), conforme descrevemos no post do Veleiro Refrega. Só teve um pequeno problema, e que juraram não ser “importante”. O Eixo da hélice é de 1 ¼ . Já o retentor do selo é de 1 e ½ ! Pra remediar, sugeriram “uma prática comum” de colocar uma mangueira no eixo para que o selo vedasse sem folga. Como o Refrega estava fora da água para pintura, seria esse o momento ideal de fazer a substituição. Era melhor do que esperar vir um na medida certa (ou perder uma possível venda). Basta eu dizer que o camarada que pôs o selo, vendido por uma pequena loja de Paraty,  foi o mesmo que “tentou” alinhar o eixo/motor sem sucesso e nos deixou na mão sem terminar o serviço ou devolver algum $$. Depois fiquei sabendo que dava pra contratar um mergulhador para tirar o eixo e a hélice para instalação (anotem isso. É muito mais barato, e nem um pouco arriscado se fizer certinho, do que usar uma Marina e seu Travel Lift)....

O que aconteceu? Bom, ao girar o eixo, a mangueira ou o selo devem ter rodado “em falso”  fazendo com que o selo se afastasse, provocando assim a entrada da água. Bastou soltar a abraçadeira, empurrar o selo e apertar novamente!!! Após o susto, foi só recuperar o fôlego e voltar para o Refúgio "escoltados" pelo Janjão (Sweet) que insistiu em ficar por perto no caso de uma novo acontecimento.


Da WEB - mas não vale abusar da sorte!

Neste último final de semana mexi nele de novo, pois não ficamos mais sossegados. Resolvi colocar também uma abraçadeira na mangueira para que ficasse bem firme ao eixo e também coloquei uma abraçadeira mais larga no próprio selo (não era isso que o Tony deveria ter feito quando instalou?). Vi um selo na mesmo loja que comprei (onde  agora já zerei as contas pra não ter que voltar lá), e tinha duas abraçadeiras para este fim !!!! eu tive de arrumar abraçadeira pra dar pro cara na instalação ?!?!?!?!


Em relação às bombas, fiz a substituição de ambas e também dos sapinhos. Tá tudo novo e funcionando . Sr. Murphy .....  Tá demitido!

Bons Ventos!

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Adeus Ferrugem!

WEB - Parece que não acaba nunca!

Já que pintamos o costado, refizemos a pintura de fundo e trocamos a gaxeta pelo selo mecânico, não podíamos deixar de fazer uma revisão na pintura  interna do casco do Refrega. A água salgada que entrava pela gaxeta proporcionou o aparecimento de alguns pontos de ferrugem.
Veja nossas dicas e o trabalho da semana passada no blog do Refrega clicando na foto a direita desta página. Uma dica boa é usar um pincel e um pintor pequeno que caiba nos cantos.

Abraços e Bons Ventos!

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Mais uma página virada!

Finalmente, na semana passada (01 e 02/10),  conseguimos considerar o eixo do Refrega alinhado com o motor. Não deu pra navegar, mas deu pra colocar a hélice no lugar e testar.
O grande desafio ficou mais complicado pelo simples fato do eixo ser de 1,1/4 de polegada e o túnel (tubo  por onde passa o eixo e atravessa o casco) ser de 2 polegadas (creio). Só sei que sobra pouco espaço de folga, onde até mesmo a vibração do nosso "epilético" Yanmar BTD 22  proporciona algumas batidas entre o eixo e o túnel.
Me considero vencedor nesta história, graças a ajuda do Zé Caruana claro, que além das dicas para o alinhamento, providenciou novos parafusos (moscas) de fixação da flange no eixo.
O certo é o seguinte: você tem de ajustar os mancais do motor para que a flange encoste por igual em todas os lados no suporte do reversor. Parece simples mas temos de ter sensibilidade em ajustar os quatro parafusos que prendem o motor. No nosso caso, ainda temos de colocar um espaçador que serve para amortecer e amenizar as vibrações entre o eixo e o motor. Espero, depois de tudo isso, poder cortar a terceirização deste serviço no futuro, pois o que nos salvou mesmo foi a ajuda de amigos.

 Vamos para a próxima.

Boa semana e Bons Ventos!

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Conhecimento + Mão na Massa + Paciência = Único Jeito de Fazer!

O Pirata Mecânico!
Aleluia!!!! Acreditamos que conseguimos alinhar o eixo do Refrega.
E pensar que tudo isso começou por acharmos que o eixo estava empenado e fazia ele vibrar bastante. Mas empenado mesmo ficou nosso ânimo por todo o trabalho e retrabalho que isso nos deu (vide post anterior).
Umas coisas que aprendemos com esta história:
1- pergunte, se informe muito antes de pensar em fazer qualquer manutenção ou instalação;
2- defina tudo que precisa ser feito e saiba como será feito;
3 - Paciência, Paciência e Tenha Paciência. As vezes é melhor deixar pra fazer quando tiver mais tempo, mais dinheiro, mais conhecimento/informação, mais confiança em quem fará, mais tudo etc
Neste fim de semana que passou os dias estavam lindos e com vento. Mas nem deu pra sair. O que salvou foi a proza com os amigos Janjão, Zé Caruana e esposas num belo almoço na Praia do Jabaquara. O proximo post, será sobre o passeio inaugural pós reforma...... Eita!

Publiquei no Blog do Veleiro Refrega a instalação de Selo Mecanico no lugar da gaxeta.

Bjus e Bons Ventos! (mesmo em terra!)
Da Web - Desanimar, nunca!!!! 

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Escola da Vela - Nem tudo é um Mar de Rosas.

Bruce (Pixar) - Belas mordidas.

Fará três semana que o Refrega voltou para a água, mas devido a um, digamos, acidente de percurso, ainda não podemos velejar. 
Contratamos uma pessoa que faria o alinhamento do eixo, aumento do pé de galinha, algumas soldas na plataforma de popa e troca do sistema de Gaxeta por um Selo Mecânico. Cobrou pesado, graças a nossa baixa noção do que é preço justo para determinadas atividades, e por estar refém deste profissional. Até então!. Este Blog tá se transformando num muro de lamentações! Isso tem me tirado o sono. Não pelos assuntos chatos do blog, mas pela realidade que estamos vivendo. Temos muito que aprender, fazer nós mesmo, dar valor ao nosso $$, pagar só depois, buscar mão de obra fora da região, etc, etc
Simplesmente o serviço de alinhamento do eixo não foi feito. O barco ficou 15 dias fora da água e tudo o que contratamos com este "Prestador de Serviço" foi feito quase que nos últimos quatro dias. É impressionante. É impressionante a nossa passividade e impotência diante destas situações. Outro ponto é que 15 dias foi demais também, pois não combinamos quantos profissionais trabalharia em nosso barco para refazer a pintura de fundo e costado.
Semana passada, após o "prestador de Serviço" me dar o cano, tiramos o eixo do barco (que está na água), levamos para verificar o alinhamento, junto com a flange é claro, e refizemos as moscas (parafusos que seguram o eixo na flange). O eixo não estava empenado. O problema estava no encaixe da flange (do tipo paralelo) com o eixo.
Tivemos de contar com a valiosa ajuda de Zé Caruana, um cara que cuida de muitos barcos em nossa marina e de outras, que, a seu jeito, faz o que tem de ter feito. Não contratamos seus serviços no início, pois ele tinha viajado em férias.
Até hoje, não recebi uma ligação do Prestador de Serviço! Será que receberei parte do que paguei de volta?
Espero que neste sábado terminemos a reinstalação e alinhamento do eixo. Bola pra frente, pois tudo isso foi pra conta do aprendizado. Espero não "tomar pau" nesta escola!!!!!

Bons Ventos!

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Tem de ser feito. Mas por quem?

Publicamos no blog do Refrega alguns detalhes da reforma que fizemos no início deste mês (parte 1). Clique na foto à direita desta página, se quiser acompanhar. De um modo geral, foi um trabalho de qualidade.
Mas também tivemos outros profissionais envolvidos, além da pintura. Por eles é que a grande lição que aprendemos ("de novo") - desta vez - foi a seguinte: procure aprender sobre o quê e como devem ser feito os serviços num barco. De agora em diante iremos fazer, e já fazemos muito, a maioria dos serviços no Refrega. Se não conseguirmos, contratamos, pois já que muitas vezes temos de refazer ou reclamar de algo, contratamos pra consertar ou refazer o que não conseguimos.
A prestação de serviço no mundo náutico é complicada. Tá certo que é complicada em praticamente todos os setores. Mas devido a diversos fatores específicos,  relacionados aos poucos profissionais competentes disponíveis, a falta de grana da maioria dos proprietários (que choram muito e adoram improvisar), a pouca oferta de peças com preços razoáveis você tem sempre dor de cabeça. Mesmo não pagando pouco!
O que pega mesmo é a falta de profissionalismo e responsabilidade de muitos deles - muitos creio que é exagero. Principalmente aqueles que tem de ajustar algumas coisas, refazer uma peça e outros serviços especializados? Pronto, são estes que geralmente vão te deixar na mão devido aos atrasos, serviços sujo, não fazem certo, etc!

Mas vamos em frente que o importante é saber que crescemos e aprendemos com tudo nessa vida!

Bons Ventos!

terça-feira, 16 de agosto de 2011

O Refrega voltou pra água

Pronta para pedalar!
Duas Semanas:  Esse foi tempo que Investimos na reforma de nosso barquinho.
Janjão e Ivany: muitos mimos.
Principalmente a Glaucia que ficou estas duas semana em Paraty, acolhida no Veleiro Sweet do Janjão e Ivany, para acompanhar de perto os trabalhos feitos pela equipe do Benoit (Ship Chandler) na Marina Porto Imperial.
Sua rotina diária: acordava cedo, assim como seu anfitrião que é chegado a madrugar e comprar os pãezinhos pro café da manhã logo que saem do forno. Pegava a bike e pedalava até a Imperial. Vinha para almoçar (claro que no Sweet) e voltava e ficava até umas 17h. A estes amigos, Janjão e Ivany, que nos acompanham e auxiliam desde o início, obrigado é pouco.
Ai você pode perguntar: tô pagandu, pra que acompanhar? Apesar da contratação do serviço, e os caras terem experiência no que fazem, no nosso caso e em muitos outros também, sempre que você tira o barco da água surgem muitas surpresas.
Saiu da água assim.............
Quando você pensa que é só pintar o fundo com a venenosa (tinta que evita a proliferação de cracas no casco) e trocar uns anodos (metal que serve pra enferrujar no lugar do barco), com o barco no seco você pode descobrir bolhas nos casco (a tal da osmose), eixo da hélice empenado, folga nas buchas do leme ou do eixo, ferrugem, etc. Enfim, é uma surpresa pra você e para o cara que vai fazer o serviço, pois geralmente vai dar muito mais trabalho e mais custo do que se imaginava. Mas é assim mesmo. Você pode fazer o básico, dar uma "gambiarra" aqui e ali. Mas pense que seu barco é seu porto seguro e o conforto e segurança nos passeios, e até sua vida em determinados tipos de viagens, depende do bom funcionamento de seu barco e por isso as manutenções, substituições e melhorias são a única opção.
... passou por várias "intervenções"....
A grana? ..... bom isso geralmente chamamos de Despesa! Sim, dependendo dos casos, são grandes. Se você tem cuidados preventivos e faz revisões e pequenos consertos logo que surge a necessidade, isso fará com que você não tenha grandes desembolsos. Esta nossa empreitada doeu no bolso. Quando compramos o Refrega na Bahia, confessamos que não fizemos algo importante:saber como estava o fundo do barco. Quando ele saiu da água para embarcar no caminhão, eu já estava em São Paulo. Lá em Salvador pedi para que fizessem a pintura venenosa. Foi quando me disseram que o fundo estava razoável e que poderia ser repintado. Passado um ano, tiramos agora da água e vimos que além de não ter mais venenosa em alguns pontos, a chapa de aço também estava exposta sem nenhuma proteção de primer ou outro tipo de tinta. Por isso tivemos que remover tudo para refazer desde o início, poie é como eu disse, não adianta economizar num lado se o custo no futuro pode vir associado a um acidente ou coisa pior.
... pra ficar até que bonitão!!!
Mas é por isso tudo que você tem de pensar que é investimento. Se não é no barco, é investimento no seu prazer, na sua segurança e tranquilidade. Pra nós, é também investimento pro nosso futuro.

Detalharei a reforma logo logo no blog do Refrega.

Bons Ventos!

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Dá trabalho namorar.

Oba! Dia dos Namorados. Mas neste final de semana foi de trabalho!!! Pois é, assim vão dizer que ter veleiro é uma ralação só e ainda por cima no final de semana dos namorados.
Praia "X": ancoram velejadores de passagem pela região.
Acontece que as vésperas de umas férias, sempre temos de melhorar, trocar ou só arrumar as coisas para que não tenhamos surpresas no passeio. Troca de óleo, troca do isolante termoacústico do motor e conserto da catraca foram as tarefas. Se quiser ver detalhes visite o blog do Veleiro Refrega. e confira os detalhes do trampo.
Mas rolou trabalho mesmo só no sábado. No domingo, rolou pela manhã uma outra "obrigação". Paramos de levar água mineral para o barco. 

Todo mundo merece!

Descobrimos que na Praia "X", aquela que tem uma casinha na praia logo ao lado da Marina do Engenho (Amir Klink) e que todos os amigos que passeiam conosco tiram várias fotos. Nela tem uma bica com uma das melhores águas potáveis da região. Assim, além de aproveitarmos esta praia, carregamos o barco com os 6 galões de 6 litros. 

A propósito, passamos a virada deste ano nela com direito a uma fogueira e visão privilegiada e exclusiva da queima de fogos em Paraty.



Depois de tudo que fizemos, o bom mesmo foi o excelente Dia dos Namorados que passamos, com direito até a troca de presentinhos... rsrs

Bons Ventos!

terça-feira, 31 de maio de 2011

Água dentro do barco? Que beleza!

Para o friozinho de sábado.
Final de semana de tempo chuvoso e Mar ruim, viram? Ficar em São Paulo por causa disso, nem pensar. Além da estrada ficar livre (levamos 3h e 30m na volta de domingo), é excelente pra aproveitar e ficar no Pier pra Trabalhar. Tem quem não goste, mas é uma delícia de trabalho.
Que belo "escritório" não?

Com o kit básico dos víveres para sobrevivência definido e garantido, a Gláucia se dedicou a atualizar nossas listas de horas de navegação e dos itens que fizemos em melhorias e manutenções para atualizar o blog do Veleiro Refrega, e eu me dediquei a melhorar um dos grandes limitadores para se ter um passeio tranquilo e confortável num veleiro:  a quantidade de água dentro dele. Opa ... vamos esclarecer: Estamos falando de água doce dentro dos tanques ou água salgada, desde que saia somente pela torneira da pia ou pelos chuveirinhos.
Um pouco de alongamento é bom.
 O Refrega tem 4 tanques de água que totalizam aproximadamente 650 litros. É bastante viu. Num final de semana comum, quando pernoitamos entre 3 ou 4 pessoas, gastamos mais ou menos uns 200 litros. Isso sem fazer economia. Não era assim. Foi para as férias de Janeiro/11 que instalamos o 4º tanque de plástico flexível de 200 litros. Aumentamos pois na Ilha Grande tínhamos chance de abastecer somente no Saco do Céu e no Sítio Forte. Depois falo mais sobre as férias.

Instalei um "T" na saida do tanque
 Naquela ocasião, além da instalação deste tanque, instalamos também uma torneira na pia com misturador. Num registro sai água doce e no outro água salgada que é coletada diretamente do Mar através de uma válvula no casco em baixo da pia.  Isso gera uma economia tremenda de água doce, pois não fazemos idéia do quanto se gasta de água para lavar uma louça, por exemplo. Molho de macarrão é terrível. Então, para economizar a água doce, enxaguamos as louças e panelas com água salgada para tirar a primeira espuma do detergente (bio claro) e depois passamos água doce para tirar o sal.
Só que toda vez, ao final de nossos passeios, tínhamos de lavar esta outra bomba com água doce. Por uma questão de economia, não colocamos uma bomba especifica para água salgada. Logo, esta bomba teria uma vida útil reduzida se não "adoçássemos".
Uma bomba nova c/ entrada doce ou salgada.
Era na base do baldinho com água doce num cano extra. Para facilitar este esquema, e termos também a possibilidade de uma bomba de água doce reserva para a pia, colocamos um "Y" com dois registros, podendo agora essa mesma bomba, que utilizava água salgada, ser alternada para água doce também. Simples. É só remover uns forros, passar umas mangueiras aqui e ali, instalar uma bomba e pronto. Conforto e economia a bordo não tem preço. Principalmente quando é na base do "Faça Você Mesmo"!!!

Quem disse que fim de semana com chuva e ressaca no Mar não dá Praia!

Bejus e Bons Ventos!

terça-feira, 10 de maio de 2011

Uma descoberta: Tem água no porão!

Sabe o “Trabalho” que comentei no post anterior? Tudo começou assim:
Conversando com uns Comandantes por ai, umas das coisas que sempre nos mandam fazer é:
 “Vocês tem de inspecionar o porão do Refrega!!! Antes e depois dos passeios!!!”
... Caraca ...que chatice ?!?!? Nem tanto, e isso já virou automático pra nós.

São muitas mangueiras e válvulas.
 É uma medida de segurança para verificar o estado das diversas mangueiras de água, conectores e fios elétricos, bombas de esgotamento de água, as válvulas de água salgada e um monte de outras traquitanas que ficam abaixo do piso.
Além disso, tem de procurar possíveis objetos pequenos soltos, tais como: cabelo e os respectivos elásticos, grampos e presilhas (e olha que sou careca!), moedas, pedaços de fios, fitas isolantes e tudo mais que teimam em cair por entre o piso e que poderão danificar ou entupir as bombas.
Outra coisa que podemos encontrar no porão é água. Caaalma... !!! Nem sempre isso quer dizer que você esteja afundando.... ainda. É muito comum encontrar um pouco de água em diversos barcos e que ainda estejam boiando.
Achou ruim encontrar água no porão? ...... saiba que você vai ter de provar!!! Só assim pra saber se é doce ou salgada. Pelo menos é o jeito que meus “colegas” da vela disseram pra fazer. Mas você pode pedir que uma visita / tripulante prove, sob o pretexto de ensiná-los sobre os macetes de ter um veleiro ou pedir a opinião de seu marinheiro....   

"Muitas janelas".
Se for doce, na maioria das vezes é da chuva que penetra pelas trincas ou borrachas ressecadas das vigias e gaiutas, pelo mastro (nos que atravessam o convés) ou de vazamentos dos próprios tanques e mangueiras de água.
Desde que compramos o Refrega, percebemos que teríamos de investir tempo e dinheiro em reparos nas gaiutas e vigias. As 14 vigias e 4 gaiutas deixam seu interior bem iluminado e arejado. O outro lado da moeda é que na hora de fazer manutenção, para controlar as infiltrações, já viu o trampo que pode dar.
Com a grana meio curta, o remédio tem sido o uso de um dos "equipamentos" obrigatórios de se ter em todos os barcos: O Silicone. O reparo definitivo entrou para a lista de manutenção.
Se for água salgada pode ser mais grave, já que tem bastante no oceano em volta do barco. Pode vir das mangueiras de refrigeração do motor, da junta/parafuso da quilha, da gaxeta, dos registros de entrada de água do mar (para motor/pia), etc.

Este é o suporte da gaxeta no eixo da hélice
Vimos então que a água era mesmo salgada (arght!) e que vinha da gaxeta.
Gaxeta é um tipo de cordão que envolve o eixo que vai do motor até a hélice propulsora, vedando o furo do casco. A última vez que trocamos e ajustamos as gaxetas foi no começo de Janeiro/11, nos primeiros dias das férias. Estamos falando de aproximadamente 200 horas de uso sem mexer. Até que aguenta bem.
Veja no blog Veleiro Refrega 34 mais detalhes deste conserto, no nosso estilo “faça você mesmo”.

Bons Ventos!