Viver Não é Preciso.

Passamos alguns dias pensando em como descrever aqui neste blog as nossas expectativas sobre o estilo de vida dos velejadores de cruzeiro que tanto almejamos. João Sombra, em seu livro Conversando com o Guardian, já o fez:
"É o desbravar de novos conhecimentos, de uma nova vida, na qual não há espaço para as mediocridades advindas do viver nos tumultuados centros urbanos.
É o viver na expressão mais ampla da palavra, saciando nossa fome de conhecimento e cultura.
É viver sem medo, traumas e tensões provocadas pela mente humana. Viver como aliados da natureza e suas incriveis nuanças."

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Informação é tudo e mais um pouco!

WEB - Eu tinha cabelo!
Ainda não sabemos nada, mas o tema é o seguinte: se você for passear no veleiro de alguém, ou se é um Comandante e irá receber amigos ou mesmo clientes para um Charter, saiba que é muito importante se adaptar e divulgar as regras a bordo. Tudo num veleiro tem uma função, uma ordem e uma forma de se fazer, um limite e regra de uso, etc.
Mesmo num passeio de fim de semana? Sim. Pois em muitos barcos a disponibilidade de água, por exemplo, é bem reduzida. Daí todos devem usar com cuidado. Mas o mais importante é que além do Comandante, é bom que todos saibam o máximo possível do que tem no veleiro, como funciona e o que fazer em determinadas situações. Já soube de histórias de casais que passaram um sufoco, pois apenas um sabia como ligar o motor de popa ou até mesmo falar no rádio e justo este estava, ao dar um mergulho, sendo arrastado pela correnteza pra longe do seu veleiro.
Em janeiro de 2011, passamos as férias a bordo do Refrega. Foram 20 e poucos dias a bordo pela região de Paraty, Angra e Ilha Grande. Para nós, que só tinhamos experiência de pouco mais de 7 meses com vela e o próprio barco, foi o equivalente a um Costa Leste!
Daí, como estávamos eu, Glau, minha filha, e a Cris Berringer que alternou com a Fabiana uns dias, pensei divulgar algumas informações, que podem parecer óbvias, mas que julguei importantes na forma de um comunicado de normas, Assim falamos de uma vez pra todos ouvirem, tirarem dúvidas e ficar todo mundo na mesma sintonia já na saída ... sem stress!

Vejam;


1º Cruzeiro REFREGA Baia de Ilha Grande - Verão 2011.
Normas da boa convivência, informações e ações importantes para os Tripulantes.

1-      DEIXE O MAU HUMOR, O STRESS, A ANSIEDADE E OUTRAS “PAGAGENS DO GÊNERO” NO PIER.

2-      TRAGA A BORDO SEUS PERTENCES, SUA ALEGRIA, SEU PRAZER EM SE DIVERTIR, SUA BOA VONTADE EM COLABORAR E O INTERESSE PELO BOM CONVÍVIO COM OS DEMAIS E COM A NATUREZA. A PRIORIDADE E APROVEITAR O PASSEIO.

3-      Existe uma pessoa responsável por todos a bordo: O COMANDANTE. Ordens podem ser discutidas, mas a palavra final, devido sua responsabilidade, é sempre do COMANDANTE.

4-      Algumas informações básicas sobre os recursos disponíveis do REFREGA:

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Tangata Manu no Costa Leste.

Nosso amigo Ricardo Amatuci, do Veleiro Tangata Manu, está fazendo um outro livro e virá com DVD. Nós lemos o livro Uma Família pelo Costa Sul. Quero dizer que achamos uma leitura deliciosa.
Este tipo de relato sempre nos ajuda a ter um gostinho do que é fazer um Cruzeiro, viver um pouco desta experiência e tomar conhecimento dos prazeres e desafios que este tipo de viagem proporciona.

Dá uma inveja danada de quem já participou. Esperamos ansiosos pela nossa oportunidade.

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Adeus Ferrugem!

WEB - Parece que não acaba nunca!

Já que pintamos o costado, refizemos a pintura de fundo e trocamos a gaxeta pelo selo mecânico, não podíamos deixar de fazer uma revisão na pintura  interna do casco do Refrega. A água salgada que entrava pela gaxeta proporcionou o aparecimento de alguns pontos de ferrugem.
Veja nossas dicas e o trabalho da semana passada no blog do Refrega clicando na foto a direita desta página. Uma dica boa é usar um pincel e um pintor pequeno que caiba nos cantos.

Abraços e Bons Ventos!

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Cadê os veleiros?


Barco e a perna de aço. Ferrugem geral.


... então, começou hoje o Boat Show de São Paulo.
Eu e a Glaucia vamos, já que veio um convite junto com a Revista Náutica e deficiente físico paga só R$ 1,00. De uns tempos pra cá, venho aproveitando as prerrogativas que minha pólio proporciona. Pelo menos isso né ?!?!.... Por falar nisso, vi uma notícia a uns tempos atrás, que nossa Presidente está para liberar um pacote de medidas que visam melhorar a qualidade de vida dos PCDs (Pessoas com deficiência). Já não era sem tempo.



Ver imagem em tamanho grandeVoltando, não que sejamos muquiranas (estamos !!!...rsrs), mas se não fossem as citadas"facilidades" mencionadas acima, acredito que não faríamos gosto em ir. Por um simples motivo: LÁ NÃO TEM VELEIROS! No ano passado tinha apenas um Bénéteau e um Skipper. Neste ano tem novamente um estande da francesa. Será que o mercado de veleiros novos "nacionais" anda tão na borda do crescimento econômico mesmo.... ou é que velejador é tudo duro, tirando os donos dos quase 200 Béneteaus que velejam por ai.
Mas pra quem curte lancha, o Boat é um prato cheio. Pelo que leio, o mercado de lanchas só cresce.

Bons ventos!  ... ou devo dizer: Bom Diesel!?!?!

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Mais uma página virada!

Finalmente, na semana passada (01 e 02/10),  conseguimos considerar o eixo do Refrega alinhado com o motor. Não deu pra navegar, mas deu pra colocar a hélice no lugar e testar.
O grande desafio ficou mais complicado pelo simples fato do eixo ser de 1,1/4 de polegada e o túnel (tubo  por onde passa o eixo e atravessa o casco) ser de 2 polegadas (creio). Só sei que sobra pouco espaço de folga, onde até mesmo a vibração do nosso "epilético" Yanmar BTD 22  proporciona algumas batidas entre o eixo e o túnel.
Me considero vencedor nesta história, graças a ajuda do Zé Caruana claro, que além das dicas para o alinhamento, providenciou novos parafusos (moscas) de fixação da flange no eixo.
O certo é o seguinte: você tem de ajustar os mancais do motor para que a flange encoste por igual em todas os lados no suporte do reversor. Parece simples mas temos de ter sensibilidade em ajustar os quatro parafusos que prendem o motor. No nosso caso, ainda temos de colocar um espaçador que serve para amortecer e amenizar as vibrações entre o eixo e o motor. Espero, depois de tudo isso, poder cortar a terceirização deste serviço no futuro, pois o que nos salvou mesmo foi a ajuda de amigos.

 Vamos para a próxima.

Boa semana e Bons Ventos!

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Até que enfim é sexta-feira

Ver imagem em tamanho grandeEntão. Chegou a sexta tradicional.
Quando pulamos um final de semana (sem ir para Paraty)  fica parecendo que não viajamos a muuuuito tempo. Pretendo neste final de semana encerrar o assunto reforma e alinhamento do eixo com o motor. É nossa intenção ainda fazer alguns reparos para ficar tudo certo pra a chegada dos dias mais quentes e das férias no final do ano, mas queremos voltar a curtir o barco e as praias.
Tem um "ingrediente" novo em nossa rotina de Sanpa, que vai impactar também em nossa rotina de Vela. Não será todos os fins de semana que poderemos vir para o Refrega - minha filha passou a morar conosco, pois ela estava precisando de ajuda nas atividades escolares e um pouco mais de infraestrutura para poder correr atrás do puxado método de ensino do Colégio Etapa. Fora isso, faz onze anos que me separei e desde então ela ficou morando com a mãe. Foi um consenso que passar um período comigo e com a Glaucia seria bem legal pra todos. Agora podemos dividir com ela a sua e a nossa rotina, num convívio diário que está trazendo um aprendizado novo para todos. Agradeço o apoio e incentivo dado pela Sonia (a mãe) e também da Glaucia que, não só topou prontamente, como está se saindo uma verdadeira "stepmom" de primeira viagem.

Bom fim de semana e bons ventos a todos.

terça-feira, 20 de setembro de 2011

"Aliás, isso só serve mesmo para quem gosta."


Meus últimos posts estão meio "nublados" diante dos problemas de manutenção, e isso por que estou "em casa" e não numa travessia. Mas isso não é motivo pra me desanimar nem desanimar quem estiver pesquisando e, porventura, ler meus textos e relatos.

Ontem eu tava sapiando o blog do Hélio do Veleiro Maracatu. Tem um post sobre o Comandante Aleixo Belov, do Veleiro Fraternidade, que está em sua 4ª volta ao Mundo. Ambos fazem parte da minha leitura obrigatória. Quando vemos velejadores que estão realizando seus sonhos pelo mundo ou curtindo a vida a bordo de seus barcos, pensamos que tudo é sempre alegria, fácil, etc.

Mas um trecho do texto do Aleixo me deixou bastante empolgado e tranquilizado, pois agora tenho certeza que por mais que eu esteja falando do lado ruim de ter um barco, não irei desmotivar a todos. Vejam o trecho:

"Chegamos no final da tarde do dia 8 de julho, depois de atravessar a grande barreira de corais e navegar por 15 milhas em águas interiores. Pelo rádio não conseguimos contato e ficamos ancorados até o amanhecer, para só então tentar uma vaga na marina. Fundear foi difícil, pois o porto era todo marcado com áreas restritas e estava superlotado de barcos. Encaixei-me num cantinho, mas quando o vento Oeste entrou de manhã, foi um tal de remanejar, que terminei tendo que lançar o ferro quatro vezes nas primeiras 24 horas. O Fraternidade com seus 21,50m de comprimento, lançando 60 m de corrente, quando girava, era o terror dos pequenos barquinhos. Só quando consegui uma vaga apertada na marina, que com um pouco de sorte consegui entrar sem arranhar ninguém, descontraí para descansar. Tem gente que pensa que navegar é só alegria. Aliás, isto só serve mesmo para quem gosta."

Bons Ventos

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Conhecimento + Mão na Massa + Paciência = Único Jeito de Fazer!

O Pirata Mecânico!
Aleluia!!!! Acreditamos que conseguimos alinhar o eixo do Refrega.
E pensar que tudo isso começou por acharmos que o eixo estava empenado e fazia ele vibrar bastante. Mas empenado mesmo ficou nosso ânimo por todo o trabalho e retrabalho que isso nos deu (vide post anterior).
Umas coisas que aprendemos com esta história:
1- pergunte, se informe muito antes de pensar em fazer qualquer manutenção ou instalação;
2- defina tudo que precisa ser feito e saiba como será feito;
3 - Paciência, Paciência e Tenha Paciência. As vezes é melhor deixar pra fazer quando tiver mais tempo, mais dinheiro, mais conhecimento/informação, mais confiança em quem fará, mais tudo etc
Neste fim de semana que passou os dias estavam lindos e com vento. Mas nem deu pra sair. O que salvou foi a proza com os amigos Janjão, Zé Caruana e esposas num belo almoço na Praia do Jabaquara. O proximo post, será sobre o passeio inaugural pós reforma...... Eita!

Publiquei no Blog do Veleiro Refrega a instalação de Selo Mecanico no lugar da gaxeta.

Bjus e Bons Ventos! (mesmo em terra!)
Da Web - Desanimar, nunca!!!! 

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Escola da Vela - Nem tudo é um Mar de Rosas.

Bruce (Pixar) - Belas mordidas.

Fará três semana que o Refrega voltou para a água, mas devido a um, digamos, acidente de percurso, ainda não podemos velejar. 
Contratamos uma pessoa que faria o alinhamento do eixo, aumento do pé de galinha, algumas soldas na plataforma de popa e troca do sistema de Gaxeta por um Selo Mecânico. Cobrou pesado, graças a nossa baixa noção do que é preço justo para determinadas atividades, e por estar refém deste profissional. Até então!. Este Blog tá se transformando num muro de lamentações! Isso tem me tirado o sono. Não pelos assuntos chatos do blog, mas pela realidade que estamos vivendo. Temos muito que aprender, fazer nós mesmo, dar valor ao nosso $$, pagar só depois, buscar mão de obra fora da região, etc, etc
Simplesmente o serviço de alinhamento do eixo não foi feito. O barco ficou 15 dias fora da água e tudo o que contratamos com este "Prestador de Serviço" foi feito quase que nos últimos quatro dias. É impressionante. É impressionante a nossa passividade e impotência diante destas situações. Outro ponto é que 15 dias foi demais também, pois não combinamos quantos profissionais trabalharia em nosso barco para refazer a pintura de fundo e costado.
Semana passada, após o "prestador de Serviço" me dar o cano, tiramos o eixo do barco (que está na água), levamos para verificar o alinhamento, junto com a flange é claro, e refizemos as moscas (parafusos que seguram o eixo na flange). O eixo não estava empenado. O problema estava no encaixe da flange (do tipo paralelo) com o eixo.
Tivemos de contar com a valiosa ajuda de Zé Caruana, um cara que cuida de muitos barcos em nossa marina e de outras, que, a seu jeito, faz o que tem de ter feito. Não contratamos seus serviços no início, pois ele tinha viajado em férias.
Até hoje, não recebi uma ligação do Prestador de Serviço! Será que receberei parte do que paguei de volta?
Espero que neste sábado terminemos a reinstalação e alinhamento do eixo. Bola pra frente, pois tudo isso foi pra conta do aprendizado. Espero não "tomar pau" nesta escola!!!!!

Bons Ventos!

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Tem de ser feito. Mas por quem?

Publicamos no blog do Refrega alguns detalhes da reforma que fizemos no início deste mês (parte 1). Clique na foto à direita desta página, se quiser acompanhar. De um modo geral, foi um trabalho de qualidade.
Mas também tivemos outros profissionais envolvidos, além da pintura. Por eles é que a grande lição que aprendemos ("de novo") - desta vez - foi a seguinte: procure aprender sobre o quê e como devem ser feito os serviços num barco. De agora em diante iremos fazer, e já fazemos muito, a maioria dos serviços no Refrega. Se não conseguirmos, contratamos, pois já que muitas vezes temos de refazer ou reclamar de algo, contratamos pra consertar ou refazer o que não conseguimos.
A prestação de serviço no mundo náutico é complicada. Tá certo que é complicada em praticamente todos os setores. Mas devido a diversos fatores específicos,  relacionados aos poucos profissionais competentes disponíveis, a falta de grana da maioria dos proprietários (que choram muito e adoram improvisar), a pouca oferta de peças com preços razoáveis você tem sempre dor de cabeça. Mesmo não pagando pouco!
O que pega mesmo é a falta de profissionalismo e responsabilidade de muitos deles - muitos creio que é exagero. Principalmente aqueles que tem de ajustar algumas coisas, refazer uma peça e outros serviços especializados? Pronto, são estes que geralmente vão te deixar na mão devido aos atrasos, serviços sujo, não fazem certo, etc!

Mas vamos em frente que o importante é saber que crescemos e aprendemos com tudo nessa vida!

Bons Ventos!

terça-feira, 16 de agosto de 2011

O Refrega voltou pra água

Pronta para pedalar!
Duas Semanas:  Esse foi tempo que Investimos na reforma de nosso barquinho.
Janjão e Ivany: muitos mimos.
Principalmente a Glaucia que ficou estas duas semana em Paraty, acolhida no Veleiro Sweet do Janjão e Ivany, para acompanhar de perto os trabalhos feitos pela equipe do Benoit (Ship Chandler) na Marina Porto Imperial.
Sua rotina diária: acordava cedo, assim como seu anfitrião que é chegado a madrugar e comprar os pãezinhos pro café da manhã logo que saem do forno. Pegava a bike e pedalava até a Imperial. Vinha para almoçar (claro que no Sweet) e voltava e ficava até umas 17h. A estes amigos, Janjão e Ivany, que nos acompanham e auxiliam desde o início, obrigado é pouco.
Ai você pode perguntar: tô pagandu, pra que acompanhar? Apesar da contratação do serviço, e os caras terem experiência no que fazem, no nosso caso e em muitos outros também, sempre que você tira o barco da água surgem muitas surpresas.
Saiu da água assim.............
Quando você pensa que é só pintar o fundo com a venenosa (tinta que evita a proliferação de cracas no casco) e trocar uns anodos (metal que serve pra enferrujar no lugar do barco), com o barco no seco você pode descobrir bolhas nos casco (a tal da osmose), eixo da hélice empenado, folga nas buchas do leme ou do eixo, ferrugem, etc. Enfim, é uma surpresa pra você e para o cara que vai fazer o serviço, pois geralmente vai dar muito mais trabalho e mais custo do que se imaginava. Mas é assim mesmo. Você pode fazer o básico, dar uma "gambiarra" aqui e ali. Mas pense que seu barco é seu porto seguro e o conforto e segurança nos passeios, e até sua vida em determinados tipos de viagens, depende do bom funcionamento de seu barco e por isso as manutenções, substituições e melhorias são a única opção.
... passou por várias "intervenções"....
A grana? ..... bom isso geralmente chamamos de Despesa! Sim, dependendo dos casos, são grandes. Se você tem cuidados preventivos e faz revisões e pequenos consertos logo que surge a necessidade, isso fará com que você não tenha grandes desembolsos. Esta nossa empreitada doeu no bolso. Quando compramos o Refrega na Bahia, confessamos que não fizemos algo importante:saber como estava o fundo do barco. Quando ele saiu da água para embarcar no caminhão, eu já estava em São Paulo. Lá em Salvador pedi para que fizessem a pintura venenosa. Foi quando me disseram que o fundo estava razoável e que poderia ser repintado. Passado um ano, tiramos agora da água e vimos que além de não ter mais venenosa em alguns pontos, a chapa de aço também estava exposta sem nenhuma proteção de primer ou outro tipo de tinta. Por isso tivemos que remover tudo para refazer desde o início, poie é como eu disse, não adianta economizar num lado se o custo no futuro pode vir associado a um acidente ou coisa pior.
... pra ficar até que bonitão!!!
Mas é por isso tudo que você tem de pensar que é investimento. Se não é no barco, é investimento no seu prazer, na sua segurança e tranquilidade. Pra nós, é também investimento pro nosso futuro.

Detalharei a reforma logo logo no blog do Refrega.

Bons Ventos!

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Pequenas férias de Julho.



Vista da praia da Ilha do Cedro (do Bar do Nelson). Até que dá pra perder umas horinhas ai!!!!!

Voltamos. E para o blog também. As férias acabaram. Foram 10 dias de ventos, clima e ancoragens até que bem variados.

No Primeiro Dia: só sorrisos!!!!
Partimos de Paraty em direção a Ilha Grande, sem a Aline que ficou estudando para as recuperações escolares mas com a Cris Berringer (Tia da Glau) nos dando o prazer de sua companhia. Mas as previsões, e o nosso amigo Janjão (Veleiro Sweet)que encontramos no caminho voltado da Ilha do Cedro, indicavam ventos de Sul/Sudoeste e ondas de 3,5 a 4 metros de Sudoeste. Decidimos então fazer um pernoite na Ilha da Cotia, pois havia previsão de melhora para o dia seguinte. Pela primeira vez fizemos a travessia pelo caminho mais curto entre Paraty e Ilha Grande que é seguindo praticamente numa reta até a Enseada do Sitío Forte. 5 horas com motor, ondas de 2 metros entrando pelo nosso boreste (lado esquerdo do barco) e pouco vento. Foi bem sussegado.


Todo mundo ajuda na "casinha".
Enseada do Sítio Forte, Araçatiba, Tarituba, Ilha do Cedro e Jurumirim foram nossas ancoragens. O Sol só veio mesmo nos útimos 4 dias.

É sempre um aprendizado estar a bordo. Os afazeres, os pensamentos, as vontades, ideias e decisões tem sempre de serem compartilhadas. Outra coisa que colocamos em prática foi o que andamos lendo sobre regulagem de vela. Alguns artigos e dicas "googadas" na Net e de um bom livro que nosso amigo Pablo (veleiro Sudestada), vizinho de vaga no pier, nos emprestou.



Segunda-feira.... dessa eu gosto!
Nestes bares não tem flanelinha pedindo pra tomar conta!














Nos encontramos com velejadores conhecidos de Paraty. Conheci a Telma a dona do Bar da Telma na Tapera. Recomendo experimentar o Leite da Macaca (tem gosto de papinha, mas com vodka.......rsrs).
A casa: muito charmosa e aconchegante.



O ponto alto mesmo da viagem foi conhecermos a amiga da Cris que mora numa bela casa de frente para o mar. Em cima de seus atuais 70 anos, mora sozinha, mergulha, Comanda sua pequena traineira sempre que precisa ir até Angra ou passear pelas redondezas. Inclusive foi com esta traineira que trouxe todo o material para a construção de sua casa..

Glaucia e Cris indo buscar coisas no Refrega




 O nosso sonho de morar no veleiro e conhecer o mundo ficou muito mais forte e mais possível, pois diante desta nossa nova amiga fica obvio que querer é poder.



Em frente a casa tem poita (boia com um peso no fundo onde se amarra a embarcação). Isso é um tremendo conforto, pois ficar jogando "ferro"(âncora) toda hora, além de consumir bateria para levantar a âncora, sempre fica aquele receio do barco "garrar" (a âncora soltar do fundo), caso você ainda não tenha prática nesta manobra, e você ter de sair correndo pra segurar e evitar um acidente. 




No  retorno para Paraty, ainda pudemos apreciar a pesca de um bando de golfinhos e aves marinhas dividindo um pobre cardume.

Chegamos mais perto deles , mas não tem foto!
Agora é focar no trabalho e na pequena manutenção anual do Refrega.

Esse tipo de imagem fica "tatuado" na retina e na memória!
Depois ponho outras fotinhos.

Beijos a todos e Bons Ventos!

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Adoramos bagunça!

Adoro o lance da auto suficiência a bordo!
Pois é....  Este tipo de bagunça no cockpit do nosso veleirinho só pode significar uma coisa: FÉRIAS!!!
Sábado vou buscar a Glaucia em Bracuhy, quando acaba o Costa Verde. A partir daí, e depois de tudo guardado no devido lugar, já esteremos preparados para zarpar e ficar velejando e perambulando pela região de Paraty e Ilha Grande, pelos próximos 10 dias. Em 10 dias não dá pra ir muito longe, a não ser que não conte com o tempo a ser gasto com a volta.Mas o trabalho ainda me espera.
Num veleiro não se desenvolve mais que 5 nós de média, claro que tem uns mais turbinados. Por garantia esta é a velocidade que temos de utilizar para calcularmos o tempo para as distâncias que pretendemos alcançar em um dia, considerando a hora que queremos chegar com claridade e segurança e também em relação a qualquer alteração nas condições climáticas. A meteorologia está prevendo uma frente fria de sábado até terça, no máximo.Depois disso é Sol sem chuva e aquele friozinho à noite. Contamos com isso einh São Padro!
Como podem ver, nós costumamos levar tudo o que podemos precisar em termos de comida e bebida. Claro que existem muitos lugares bons pra se comer nas praias e ilhas e não perdemos a oportunidade. Mas escolhemos a dedo, pois os preços nos bons restaurantes e bares não são tão populares. O Coqueiro Verde, no Saco do Céu, é um deles. A casquinha de sirí só não é mlhor que a do Lelê, ambos na Ilha Grande.

Beijos e Bons Ventos _/)*

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Ao Infinito e Além!

Dá medinho, mas faz o barco andar bem!
Era o que eu gostaria de dizer e fazer esta semana. Mas o resultado da última Mega Sena, com o prêmio de 75 milhas, não coincidiu com a minha aposta. Na verdade bastavam "míseros" 3 milhões pra cair no mundo. Logo, vamos continuar na luta, para realização de nossos sonhos, pelo caminho do trabalho mesmo ..... ai ai!
A noite sempre tem um bom papo.
Então, após 4 dias de "viagem",  os cruzeiristas do Costa Verde encontram-se atualmente em Mangaratiba no Canal do Itacuruça. O clima anda muito frio pela região, alternando dias de Sol, nublado e muito gelada a noite. Mas nada que uma fogueirinha com lenha, e outra "fogueirinha" com biritas, para esquentar o corpo e a alma. A galera tá se divertindo.
O sorriso diz tudo.
A Glaucia está muito feliz a bordo do Toriba. O casal José Ricardo e Guará são encantadores. Fora o talento artístico musical do Comandante com seu Sax. Imagina boa música, céu estrelado, vinhozinho,.... caracas!
A vida simples de velejador pode ser traduzida assim:
No barco dele nem precisa ter cd!
1- você tem seu barco que é sua casinha, seu meio de transporte e seu equipamento de segurança que te permite viver no Mar, contando ainda com "acessórios" que vão do conforto básico (água doce, banheiro, cozinha, luz elétrica) até o luxo para os padrões de um barco (ar condicionado, boiler, dessalinizador, eletrodomesticos,etc). O custo diário é pequeno, principalmente se comparado com viver numa cidade como São Paulo.
 2 - você tem uma boa dose de aprendizado para que seu cérebro não envelheça:  em geografia, navegação, meteorologia, cultura da região visitada, mecânica, elétrica, etc. e muita atividade física. (dá pra dar uma nadadinha todo dia antes mesmo de tirar o pijama!)
Mas você terá o melhor. 3- Relações Humanas. Este item é o principal, pois mesmo que resolva sair pelo mundo sozinho, você é obrigado a no mínimo estar em contato consigo nas mais diversas situações. Aprenderá a conhecer seus limites, medos, valores e necessidades. Caso saia em família, o espaço reduzido, as obrigações para com o barco e as atividades ao ar livre são um santo ambiente para aproximar as pessoas. Os objetivos e interesses geralmente se alinham. Esqueça a televisão e as redes virtuais.  Não tem mercadinho nem água doce em todo lugar. Comida tem de ser planejada, pescada, estocada e conservada.
Ou seja, o termo "vida simples", para mim, é justamente pelo fato de suas "preocupações" e consumos voltarem-se para suprir, simplóriamente falando, as nescessidades básicas classificadas na controversa  Pirâmide de Maslow, por exemplo. Comida, proteção, amor, estima e auto realização no nível necessário, pois o Extraordinário é Demais. 
Viver a bordo é administrar também os espaços de sua mente e sua energia. Como vc tem muito o que pensar para se manter boiando, comendo, bebendo e vestindo (apesar que umas duas bermudas e 2 camisetas bastam para 6 meses) as outras "necessidades" da tradicional vida urbana inexistem. Ipod, Hyundai, Victor Hugo, Fazano, boate, Cinemark (com aquela pipoca incrivelmente cara), IPTU, friaca, poluição, vaga na garagem, novela, vizinho de cima, gravata, shopping center, relógio, Casas Bahia, sapato, terno, meia social, reunião de condominio, propaganda, trânsito, buracos, metrô, estacionamento, café expresso e muitas outras são coisas que pretendo riscar do meu vocabulário!


Vida Longa e Bons Ventos

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Eles zarparam.... O Costa Verde 2011 tá na água!

Pois é, o cruzeiro Costa Verde 2011 começou neste domingo 26. Mesmo sem mim. ....rsrs. Já fiz outros "post's" nesta categoria.
Neste final de semana de feriadão, fomos para Paraty curtir a quinta e sexta, com direito a velejada e churrasquinho.
No sábado voltamos para a Marina e seguimos de carro até Bracuhy (Angra), onde a Glaucia iria embarcar no Toriba para o seu primeiro cruzeiro. De lá, eu e a Aline voltamos para a vida e obrigações urbanas de Sanpa. Confesso que para mim foi uma avalanche de sentimentos de inveja, saudade, ciúme, raiva e um monte de outros por não poder aproveitar esta oportunidade. É um cruzeiro pequeno que dura apenas 10 dias. Mas é uma boa chance para os novatos como nós. O que mais sinto é no lance de velejar em flotilha.



É muito legal velejar, mas toda vez que temos a chance de velejar com outros barcos é beeeeem mais legal. Como não temos experiência, é gostoso ficar analisando nossa performance em relação aos outros barcos, a orça (rumo em relação ao vento) que seguem, a regulagem das velas, etc.
Saíram de Bracuhy rumo ao Saco do Céu na Ilha Grande. Pelas fotos enviadas pela Glau, dá pra ver que o dia claro e lindo foi um verdadeiro presente. Pra quem não sabe, chama-se Saco do Céu por ser tão abrigado que a noite estrelada é refletida na água de tão parada que é. Mas não foi o caso da noite deles. Soprou muito vento (incríveis 45 nós = mais ou menos 80km/h) fazendo com que os barcos balançassem muito, exigindo o estado de alerta dos Comandantes durante a noite toda. O Toriba não "GARROU"(desprender a âncora do fundo e ser arrastado), mas alguns colegas sim.

É isso, por enquanto.

Só posso desejar uma excelente velejada e tudo de bom pra todos, principalmente para minha esposinha "Marinheira de Primeira Viagem"!.

Beijus e Bons Ventos a todos.

terça-feira, 21 de junho de 2011

Cruzeiro Costa Verde 2011 - Só ela vai :(

O meu "manjar" de domingo:
 bolinho de laranja com café.
Uma beleza o Outono. O café da manhã de domingo, por mais simples que seja, é feito num clima delicioso. O Solzinho de outorno começa a esquentar o clima frio da madrugada. Muita luz, sons da natureza e uma paz que pedimos que não acabe.
Conforme havia previsto, por volta das 14h desenrolamos as velas e aproveitamos o vento que soprou na tarde de domingo.
A catraca que arrumamos na semana passada voltou a funcionar perfeitamente. Os mordedores que mandamos fazer em Naylon ficaram perfeitos. Antes, quando a mestra era cassada pelo boreste (lado direito do barco) tinha de ser praticamente na mão. Uma velejada confortável.
Novos amigos.
Mas o bom mesmo foi que a Glaucia arrumou uma vaga de tripulante no Veleiro Toriba, que pertence ao casal José Ricardo e Guará, para participar do Cruzeiro Costa Verde 2011, cuja largada será dia 26/06 em Bracuhy (Angra). Não podemos ir com o Refrega, pois eu só sairei em férias dia 02/07, conforme dissemos em outro post. Então ela irá aproveitar e conhecer como é o esquema de um Cruzeiro em flotilha e a rotina em outros barcos (como velejam, atracam, ancoram, vivem a bordo etc).
Será uma boa oportunidade para adquirir experiência.

Bons Ventos.

sexta-feira, 17 de junho de 2011

Festa em Paraty - 3º Bourbon Festival


A todo pano!!!

Este final de semana teremos a chance de participar de vários eventos de Jazz e Blues em Paraty.
Mas não vamos aproveitar esta chance ...rsrs. ... vamos ficar é no Refrega e aproveitar o clima bom com ventos moderados para tirar a capa das velas. Faz tempo que não velejamos, devido o problema na catraca que resolvemos na semana passada (contamos no blog do Veleiro Refrega)
Aos amigos, fica a dica do 3º Bourbon Festival em Paraty neste final de semana.

Bjus a todos e Bons Ventos.

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Dá trabalho namorar.

Oba! Dia dos Namorados. Mas neste final de semana foi de trabalho!!! Pois é, assim vão dizer que ter veleiro é uma ralação só e ainda por cima no final de semana dos namorados.
Praia "X": ancoram velejadores de passagem pela região.
Acontece que as vésperas de umas férias, sempre temos de melhorar, trocar ou só arrumar as coisas para que não tenhamos surpresas no passeio. Troca de óleo, troca do isolante termoacústico do motor e conserto da catraca foram as tarefas. Se quiser ver detalhes visite o blog do Veleiro Refrega. e confira os detalhes do trampo.
Mas rolou trabalho mesmo só no sábado. No domingo, rolou pela manhã uma outra "obrigação". Paramos de levar água mineral para o barco. 

Todo mundo merece!

Descobrimos que na Praia "X", aquela que tem uma casinha na praia logo ao lado da Marina do Engenho (Amir Klink) e que todos os amigos que passeiam conosco tiram várias fotos. Nela tem uma bica com uma das melhores águas potáveis da região. Assim, além de aproveitarmos esta praia, carregamos o barco com os 6 galões de 6 litros. 

A propósito, passamos a virada deste ano nela com direito a uma fogueira e visão privilegiada e exclusiva da queima de fogos em Paraty.



Depois de tudo que fizemos, o bom mesmo foi o excelente Dia dos Namorados que passamos, com direito até a troca de presentinhos... rsrs

Bons Ventos!

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Festa no Interior.

Semana passada não deu Praia. A causa nobre foi a comemoração, em Tatuí-SP, do aniversário da tripulante mais Ilustre do Refrega.: A Filha Aline.
Companheira sempre que possível neste nosso primeiro ano "embarcado", ela nunca enjoou, coxila em qualquer cantinho (até com o motor ligado) e não esquece dos estudos mesmo nos finais de semana que estamos no Mar.

Tenho muita sorte em ter esposa e filha que participam e curtem a vela. E mais, minha filha é o orgulho da minha vida. Obrigado por existir, assim: bem juntinho!

Bjus e Bons Ventos!

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Marinha também faz serviço burocrático.

FINALMENTE!!! Esta semana pegamos o documento do barco transferido para o nosso nome. A Marinha é quem efetua os registros e as transferência. 
A Marinha .
 
A propósito, documento de barco é igual ao de carro. Tem seguro obrigatório e número de registro que equivale a placa do carro. Outro dado interessante é o número de passageiros e tripulantes que vem estipulado no documento. No caso do Refrega, passamos de 1 + 5 para 1+11. Ou seja, um tripilante mais 11 passageiros. Claro que isso não se aplica ao pernoite. Por uma questão prática, a maioria dos Comandantes colocavam na documentação em média 6 pessoas. Isso por que, na antiga lei, dependendo da categoria do barco (Oceânico, Mar Aberto ou Costeiro) você tinha de ter a bordo os equipamentos de segurança de acordo com a classificação do barco e o número de passagerios e tripulantes previstos no documento. Então, se seu barco fosse Oceânico (que faz travessia oceância) e pudesse levar 10 pessoas, você tinha de ter a quantidade de sinalizadores, fogos, balsa de sobrevivência (que não é o mesmo que o bote de apoio) e 10 coletes salva-vidas ..... meso que estivesse navegando num baia. Nem precisamos dizer a grana que custa tais equipamentos. Fora o detalhe: tinha de ter o nome do barco escrito nos coletes e boias. Isso para evitar que numa fiscalização você ficasse pegando colete e boias emprestados dos colegas do lado, sendo obrigado a comprar os seus, mesmo que nunca colocasse 6 pessoas a bordo, por exemplo. Atualmente a fiscalização da Marinha irá te pedir os equipamentos de segurança necessários de acordo com a região onde estiver navegando e a quantidade de coletes para o número de pessoas a bordo. Ficou justo.
Por isso que aumentei o número de passageiros. Hoje temos 9 coletes e se for preciso, basta pedir mais alguns emprestado.

Chega de andar com protocolos!!!

Beijus e Bons Ventos.